Maya Angelou*

 Você pode me desmoralizar na história

Com suas mentiras amargas, torcidas,
Você pode me pisotear na sujeira extrema
Mas ainda assim, como a poeira, eu me ergo.

Você pode atirar em mim com suas palavras,
Você pode me cortar com seus olhos,
Você pode me matar com seu ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu me ergo.

Você quer me ver quebrada?
De olhos e cabeça baixos?
Ombros caídos como lágrimas,
Enfraquecida pelos gritos repletos da minha alma?

Assim como luas e como sóis,
Como a certeza das marés,
Assim como as esperanças brotam,
 Assim eu me ergo.

Eu sou um oceano negro, vasto e revolto,
Brotando e expandindo eu alimento a maré.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me ergo

Eu me ergo
Acima de um passado enraizado na dor.




* edição: José Claisson Aléssio