Você pode me desmoralizar na história
Com suas mentiras amargas, torcidas,Você pode me pisotear na sujeira extrema
Mas ainda assim, como a poeira, eu me ergo.
Você pode atirar em mim com suas palavras,
Você pode me cortar com seus olhos,
Você pode me matar com seu ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu me ergo.
Você quer me ver quebrada?
De olhos e cabeça baixos?
Ombros caídos como lágrimas,
Enfraquecida pelos gritos repletos da minha alma?
Assim como luas e como sóis,
Como a certeza das marés,
Assim como as esperanças brotam,
Assim eu me ergo.
Eu sou um oceano negro, vasto e revolto,
Brotando e expandindo eu alimento a maré.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me ergo
Eu me ergo
Acima de um passado enraizado na dor.
* edição: José Claisson Aléssio